sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Eu quero parar!

ABEAD

Abead, em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, lança iniciativa para quem deseja parar de fumar.
De acordo com último levantamento, realizado em 2009, da Pesquisa Especial do Tabagismo (Petab), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 24,6 milhões de brasileiros são fumantes. A pesquisa mostra também que mais da metade dos entrevistados, 52,1%, afirmou que pretende parar de fumar. Contudo, os especialistas e os próprios fumantes apontam as dificuldades de enfrentar a dependência do tabaco.
No intuito de colaborar com quem deseja abandonar o cigarro, a Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, disponibiliza, nos dias 28 e 29, no site da Abead, um espaço para que os internautas possam enviar suas dúvidas sobre como parar de fumar. As questões serão respondidas pelos especialistas da associação via e-mail.
Além de investir em prevenção e no controle da publicidade do tabaco, é preciso estar atento a população fumante, tanto para melhorar sua qualidade de vida e saúde, como para combater o tabagismo passivo, que também é responsável por diversos malefícios.
Para enviar dúvidas e buscar orientações acesse entre 28 e 29 de agosto o link
http://www.abead.com.br/pare/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pais tem participação na dependência dos filhos por álcool e cigarro

Vício adquirido durante a adolescência é mais difícil de superar
Do R7, com Fala Brasil

Jovens começam a fumar e a beber cada vez mais cedo e conhecem as primeiras drogas, como o tabaco e o álcool, dentro de casa. De acordo com o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a maior parte das pessoas com problemas com a bebida começam a consumir o produto antes dos 20 anos.
Segundo ele, durante a adolescência o cérebro ainda está se "adaptando para virar adulto", ao entrar em contato com uma experiência que dê prazer, cria-se uma pré-disposição que pode continuar a vida inteira.
A médica Stella Regina Martins, do Cratod (Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas), diz que os jovens acham que estão no controle, começam a fumar e que podem largar quando quiserem.
– Sem perceber, eles entram na dependência.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Estudo identifica custos de internações por causa do fumo

Aquidawana News

Calcular os custos diretos de internações por doenças relacionadas ao tabaco, sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS) para três grupos de doenças - câncer, aparelhos circulatório e respiratório - foi o objetivo do estudo elaborado pela pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) Maria Alícia Ugá, junto com a pesquisadora do Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) Márcia Pinto.
O trabalho Os custos de doenças tabaco-relacionadas para o Sistema Único de Saúde foi publicado na revista Cadernos .
O estudo, feito com base nas doenças tabaco-relacionadas, utilizou como bases administrativas os sistemas de informação do SUS e indicadores epidemiológicos, como prevalência e riscos relativos de cada doença analisada.
Segundo as autoras, "os custos atribuíveis ao tabagismo foram de R$ 338.692.516,02, representando 27,6% dos custos totais dos procedimentos analisados para os três grupos.
Se consideradas as internações e procedimentos de quimioterapia pagos para todas as patologias, os custos alcançaram 7,7% dos custos totais.
Ainda, 0,9% das despesas com ações e serviços de saúde, financiadas com recursos próprios da esfera federal, pode ser atribuído ao tabagismo".
Segundo a OMS, o tabagismo é responsável por aproximadamente 5,4 milhões de óbitos anuais.
Até 2030, esses números experimentarão um crescimento significativo de 48%, passando para 8 milhões de óbitos, dos quais 80% ocorrerão em países em desenvolvimento.
No Brasil, as estimativas são de aproximadamente 200 mil mortes ao ano.
Tais números geram uma carga econômica substantiva para as sociedades, caracterizada pelos custos da assistência médica e da perda de produtividade devido à morbidade e à morte prematura.
As autoras optaram por avaliar os custos diretos atribuíveis ao tabagismo, considerando o custo do tratamento das principais doenças tabaco-relacionadas para indivíduos com mais de 35 anos em 2005.
Além de examinar os cursos nos grupos de doença câncer, aparelho circulatório e respiratório, o trabalho levou em conta os custos dos procedimentos de quimioterapia decorrentes de neoplasias.
De acordo com os dados coletados, foram realizadas 401.932 e 512.173 internações de mulheres e homens, com 35 anos ou mais, respectivamente, para os três grupos de enfermidades selecionados.
Desse total, 144.241 internações (35,9%) do sexo masculino e 138.308 (27%) do feminino foram atribuíveis ao tabagismo.
As autoras destacam que "os custos totais para os três grupos de enfermidades das internações e procedimentos de quimioterapia alcançaram, em 2005, um montante de R$ 338.692.516,02 ou 27,6% de todos os custos do SUS, considerando os indivíduos com 35 anos ou mais para os mesmos três grupos de enfermidades.
Na comparação entre os custos totais com os custos tabaco-relacionados, as enfermidades do aparelho respiratório foram responsáveis por 41,2%, enquanto que as neoplasias e as doenças do aparelho circulatório foram 36,3% e 20,2%, respectivamente".
Para Márcia Pinto e María Alícia Uga, os resultados são conservadores para o Brasil e sugerem a necessidade de dar continuidade às pesquisas que mensurem a carga total do tabagismo sob a perspectiva da sociedade.
Este estudo foi uma primeira tentativa de estimar custos associados ao tabagismo no Brasil.
"Segundo nossas estimativas, o tabagismo foi responsável por 7,7% dos custos de todas as internações e procedimentos de quimioterapia pagos pelo SUS para todas as patologias em 2005.
Na análise para as despesas com ações e serviços de saúde da esfera federal, os resultados alcançaram 0,9%.
Entretanto, essa participação estimada pode ser considerada como a ponta do iceberg da real carga econômica do tabagismo para o SUS".